Alguns pensadores superficiais repudiam o cristão como uma pessoa irrealista, que vive num mundo de ilusão. “A religião”, dizem eles, “é uma fuga da realidade. Abraçá-la é refugiar-se em sonhos.”
Argumentando assim constantemente, têm logrado perturbar grande número de pessoas e produzir em muitas mentes uma dúvida mortificante acerca da veracidade da posição cristã. Mas não há nada por que se perturbar. Um melhor conhecimento dos factos dissipará todas as dúvidas e convencerá o crente de que as suas esperanças são válidas e a sua fé bem fundada.
Se realismo é o conhecimento das coisas como de facto são, o cristão é a mais realista de todas as pessoas. De todos os pensadores inteligentes, o cristão é o mais interessado na realidade. Ele insiste em que as suas crenças correspondem aos factos. Ele apara as coisas, extraindo os seus elementos essenciais absolutos, e espreme da sua mente tudo aquilo que faz inchar o seu pensamento. Exige saber toda a verdade sobre Deus, o pecado, a vida, a morte, a responsabilidade moral e o mundo por vir. Quer saber o pior sobre si para poder fazer algo a respeito. Alguma coisa nele se recusa a ser ludibriada, por mais agradável que a trapaça seja ao seu amor-próprio. Leva a consideração o facto inegável de que tem cometido pecado. Reconhece a brevidade do tempo e a certeza da morte. Estas coisas ele não procura evitar ou mudar a seu talante. São factos, e ele os encara de cheio. É realista.
Nós que somos da fé cristã não precisamos ir a defensiva. O homem do mundo é o sonhador, não o cristão. O pecador nunca pode ser ele próprio inteiramente. Toda a sua vida tem de fingir. Precisa agir como se nunca fosse morrer, e contudo sabe muito bem que morrerá. Precisa agir como se nunca pecasse, quando no fundo do coração sabe muito bem que peca. Precisa agir sem se preocupar com Deus, com o juízo e com a vida futura, e o tempo todo o seu coração se inquieta profundamente com a sua condição precária. Precisa manter uma aparência de indiferença, embora apavorado com os factos, e estremeça sob látego da consciência. A notícia da morte súbita de um amigo deixa-o chocado com a sugestão de que ele pode ser o próximo, mas não se atreve a demonstrar, isso; precisa encobrir o seu terror o melhor que puder, e continuar a desempenhar o seu papel. Toda a sua vida adulta ele tem de enganar, esconder e disfarçar. Quando finalmente cai o pano, ele desiste ou tenta o suicídio.
Argumentando assim constantemente, têm logrado perturbar grande número de pessoas e produzir em muitas mentes uma dúvida mortificante acerca da veracidade da posição cristã. Mas não há nada por que se perturbar. Um melhor conhecimento dos factos dissipará todas as dúvidas e convencerá o crente de que as suas esperanças são válidas e a sua fé bem fundada.
Se realismo é o conhecimento das coisas como de facto são, o cristão é a mais realista de todas as pessoas. De todos os pensadores inteligentes, o cristão é o mais interessado na realidade. Ele insiste em que as suas crenças correspondem aos factos. Ele apara as coisas, extraindo os seus elementos essenciais absolutos, e espreme da sua mente tudo aquilo que faz inchar o seu pensamento. Exige saber toda a verdade sobre Deus, o pecado, a vida, a morte, a responsabilidade moral e o mundo por vir. Quer saber o pior sobre si para poder fazer algo a respeito. Alguma coisa nele se recusa a ser ludibriada, por mais agradável que a trapaça seja ao seu amor-próprio. Leva a consideração o facto inegável de que tem cometido pecado. Reconhece a brevidade do tempo e a certeza da morte. Estas coisas ele não procura evitar ou mudar a seu talante. São factos, e ele os encara de cheio. É realista.
Nós que somos da fé cristã não precisamos ir a defensiva. O homem do mundo é o sonhador, não o cristão. O pecador nunca pode ser ele próprio inteiramente. Toda a sua vida tem de fingir. Precisa agir como se nunca fosse morrer, e contudo sabe muito bem que morrerá. Precisa agir como se nunca pecasse, quando no fundo do coração sabe muito bem que peca. Precisa agir sem se preocupar com Deus, com o juízo e com a vida futura, e o tempo todo o seu coração se inquieta profundamente com a sua condição precária. Precisa manter uma aparência de indiferença, embora apavorado com os factos, e estremeça sob látego da consciência. A notícia da morte súbita de um amigo deixa-o chocado com a sugestão de que ele pode ser o próximo, mas não se atreve a demonstrar, isso; precisa encobrir o seu terror o melhor que puder, e continuar a desempenhar o seu papel. Toda a sua vida adulta ele tem de enganar, esconder e disfarçar. Quando finalmente cai o pano, ele desiste ou tenta o suicídio.
“Dize, pobre mundano, possível
será que este meu coração tenha inveja de ti?”
será que este meu coração tenha inveja de ti?”
A. W. TOZER. De Deus e o homem. Mundo Cristão: São Paulo, 1981.
